[Rio de Janeiro] A Saúde Pública está na fila da emergência e pede socorro

No dia 09 de dezembro trabalhadores, usuários e técnicos da saúde pública do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação na Zona Portuária da Cidade. O ato reivindica o pagamento dos 2 meses de salários atrasados, denuncia o desmonte sistemático do SUS e extende o estado de greve para 48 horas em todas as unidades municipais.

O desmonte do SUS, através do atraso de salários de profissionais, falta de insumos básicos, falta de medicamentos, unidades sem manutenção, segue um ritmo rápido e perigoso.

O atendimento de saúde básica é o “pára-choque” da população, e em um momento de crise econômica, aumento da violência do estado e carestia completa das necessidades mais fundamentais, a população vai adoecendo física e mentalmente, entregue à própria sorte.

Trabalhadores e lutadores da saúde fizeram no dia 09/12 na Zona Portuária uma assembléia para decidir os rumos da greve, visto que no Rio de Janeiro, o governo na figura do Marcelo Crivella, tem usado todos os subterfúgios legais para não honrar com os pagamentos atrasados. Mesmo tendo a prefeitura sido obrigada em juízo a pagar, Crivella junto com Bolsonaro e outros inimigos do povo, conseguiram medidas para não arcar com os pagamentos.

Indignados, trabalhadores realizaram um ato com cerca de 500 pessoas em frente à Rodoviária Novo Rio, uma das portas de entrada do turismo no Rio de Janeiro.

Um dos momentos altos da manifestação, foi quando o movimento, já cansado de tantos golpes e crueldades por parte do prefeito, pediu a morte de Crivella.

Todos sabemos que a prefeitura despeja milhões de reais nas festas de final de ano em Copacabana, e então o que vai se desenhando é o abandono completo da população para beneficiar uma festa de algumas horas que atende ao turismo.

O dia seguinte ao ato já começou com paralização de 48h das clinicas da família, diversos protestos pelos bairros e imediações das unidades de saúde, e o movimento prometeu uma semana inteira de mobilização e luta.

#SaúdeNãoÉMercadoria #EmDefesaDoSUS #FORACrivella

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