#RiodeJaneiro: usuários e profissionais de saúde denunciam desmonte do SUS

#RioDeJaneiro 03/12/2019 – ATO: MATERNIDADE MARIA AMELIA BUARQUE DE HOLANDA

Reportagem: Ellen Francisco | Fotos: Letícia Maria

Usuárias e trabalhadoras defensoras do SUS realizaram ato em frente ao Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio de Janeiro.

O Ato teve como objetivo denunciar a crise do sistema publico de saúde devido aos cortes nos repasses, atrasos de salários, falta de medicamentos e insumos.

A maternidade, que é uma referência nacional na defesa do parto humanizado, representa segurança para milhares de mulheres e recém nascidos que passam por ela todos os anos. Com a falência de toda a rede de saúde, ou seja, as clínicas, postos e demais aparelhos de saúde que deveriam apoiar o desenvolvimento do bebê e a plena recuperação da mãe, a maternidade Maria Amélia acaba tendo que manter pacientes com síndromes e demais necessidades especiais, que não é seu papel. Comprometendo por fim sua função principal de maternidade. Como disse Bruna Martins, enfermeira da Maria Amélia: “Crianças que precisam de uma assistência mais especializada, mais intensiva e ficam muito tempo presas por causa do SISREG, não tem vagas para referenciar elas”.

SISREG significa “Sistema Nacional de Regulação”. É um sistema on-line, criado para gerenciar vagas de todo Complexo Regulatório indo da rede básica à internação hospitalar. De acordo com a fonte oficial o sistema (SISREG) deveria humanizar e otimizar recursos da rede de saúde. No entanto, o que se observa é uma fila virtual na qual as pessoas inseridas esperam sem esperança por vagas de internação e atendimentos especializados em uma rede em curso de um grande desmonte.

Fátima Siliansky, pesquisadora da UFRJ e integrante do Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo falou à nossa reportagem a quem interessa o desmonte do SUS, e como isso o sucateamento do sistema público de saúde favorece o avanço dos planos populares, que na prática são ainda mais precários que os planos privados já existentes, e coloca a saúde da população nas mãos de empresários que a tratam como uma mercadoria para gerar lucros.

“Quem lucra com a saúde hoje tem um poder econômico muito grande. Desde os anos 80 as seguradoras de saúde norte americanas têm pressionado os países subjugados a adotar o modelo privatizado de saúde. Elas querem pegar esse mercado da classe trabalhadora, através dos planos populares. Essa gente paga deputado, elege governos e pressiona para que o SUS não funcione”

O lobby dos planos de saúde, laboratórios farmacêuticos e industrias de materiais hospitalares, obviamente alimenta o caixa dos políticos para que o caminho esteja aberto no campo legislativo para a derrocada completa do Sistema Único de Saúde brasileiro.

70% dos esquemas de corrupção no Brasil afetam saúde e educação

Estudo de 2016 tem como base esquemas desvendados em operações policiais e de fiscalização do uso de verba federal pelos municípios nos últimos 13 anos demonstrou as áreas de saúde e educação como alvo de quase 70% dos esquemas de corrupção e fraude desvendados em operações policiais e de fiscalização do uso de verba federal em municipios. Os desvios descobertos pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, evidenciam como recursos destinados a essas duas áreas são especialmente visados por gestores municipais corruptos.

A equipe da Rádio Mutirão esteve presente no ato em defesa do SUS e da Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda e conversou com profissionais, pesquisadores e usuários manifestantes.

ATO MATERNIDADE MARIA AMELIA BUARQUE DE HOLANDA

#RioDeJaneiro 03/12/2019 – ATO MATERNIDADE MARIA AMELIA BUARQUE DE HOLANDAUsuárias e trabalhadoras defensoras do SUS realizaram ato em frente ao Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio de Janeiro. O Ato teve como objetivo denunciar a crise do sistema publico de saúde devido aos cortes nos repasses, atrasos de salários, falta de medicamentos e insumos. A equipe da Radio Mutirão esteve presente e conversou com profissionais, pesquisadores e usuários manifestantes.

Posted by Radio Mutirão on Tuesday, December 3, 2019

Produção e Edição: Clara Medeiros e Vito

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