Vereadora e Socióloga Marielle Franco executada no Rio de Janeiro

Na noite de ontem (14), a vereadora Marielle Franco, do Psol, foi executada com 9 tiros no bairro do Estácio, zona norte do Rio de Janeiro.

Criada no Complexo da Maré, Marielle era a única vereadora negra e favelada na Câmara Municipal da cidade e deixa uma filha de 17 anos. O início das investigações pela Delegacia de Homicídios da capital já apontam evidências claras de execução sumária, já que os tiros foram disparados sem anúncio e nada foi levado dos ocupantes, dos quais somente uma assessora de imprensa sobreviveu. O motorista Anderson Pedro Gomes não teve a mesma sorte e também morreu.
Marielle Franco foi vítima, em primeiro lugar, da guerra reacionária do Estado contra o povo, que encoraja as polícias e milícias do velho Estado a saírem de seus subterrâneos e atacarem de forma cada vez mais covarde as lutadoras e lutadores do povo em todas as suas frentes. No dia 10 de março, a vereadora publicou em uma rede social seu repúdio à ação do 41º BPM na favela de Acari, dias antes. Na operação, policiais assassinaram dois jovens e jogaram seus corpos em um rio. O caso está nas páginas da última edição do Jornal A Nova Democracia e a hipótese de retaliação por parte de policiais do 41º BPM já foi colocada por detetives como uma das principais linhas da investigação.

A Rádio Mutirão se solidariza com familiares de Marielle e, em especial, com os moradores do Complexo da Maré e de todas as favelas do Rio de Janeiro, pois são eles as principais vítimas desse estado de exceção. Ao povo pobre só resta a luta revolucionária, já que nas tribunas do parlamento burguês-latifundiário seus representantes estão cada vez mais expostos a violência desse Estado podre, corrupto e falido.
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