O protesto no Rio de Janeiro – 20 de fevereiro

O ato de ontem no Rio foi bom meus queridxs, mas bem poderia ter sido maior, vocês não acham?

Por: Scott Fraga
Fotos: Rodrigo Duarte Baptista

Será ao quê, a que devemos esta descontinuidade nos atos e de pauta comum (reivindicativa) e consequente esvaziamento dos mesmos?

A falta de adesão popular tem uma origem não é, e a origem nesta análise, é o discurso eleitoreiro da esquerda domesticada diante das grandes massas que não são despolitizadas como eles querem fazer crer, para seguirem ouvindo as mesmas lorotas do costume, entendemos com bases sólidas que tem sido o boicote histórico ás eleições, que este discurso (o eleitoreiro) já era mesmo!

É 100% traidor (e miserável).

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As grandes massas, ou seja o povo iletrado que alguns intelectuais obtusos tacham de ‘manada’ aqui é visto como ator e co-autor dos atos, fora das grandes centrais sindicais, e não mero penduricalho, massa de manobra.

As grandes massas de 2013-2015 recuaram não como os letrados, por peleguismo, mas pelo aumento brutal da repressão e pelas baixas e recuos de uma militância séria que se dispunha ir ás ruas, dar as caras, ocupar, reunir, reagrupar, quer em assembleias populares quer em frentes mas que foi tão criminalizada pelos mafiocratas da grande mídia que dispersaram.

Estamos também, cabe lembrar, dizendo que não é a manifestação ‘o resolve tudo’ da história nem os mais jovens creem nisto nem os iletrados, mas a continuidade de propósitos nas micro políticas de bairro e locais de base e exaltação da memória histórica através do estudo da política em nossa localidade. Bravo é levar vizinho para o ato não o coleguinha do eco ideológico.

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Mas concluo, foi bom o ato, quer pelo suporte que tivemos do aguerrido estudantado carioca, combativo e classista, quer pela adesão de muitos homens e mulheres mais velhas.

Ponto alto: duas mulheres prata no cabelo, maduras o bastante para nos dar exemplo, deu o maior esculacho em meia dúzia de ‘canas’ que tentaram covardemente sequestrar uma de nossas companheiras. Teve dedo nas fuças destes biltres e eles ouviram calados as do fim.

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Foi bom também ver por que conseguimos reagir com alguma consequência, e o quanto é importante estarmos organizadxs, pois contamos com a boa e velha tática de guerrilha do povo das mídias-anti-Mídia e por esta razão, as típicas provocações dos psicopatas armados, que os tenebrosos soltam às ruas sedentos de sangue jovem e feminino, não obtiveram êxito algum.

Ponto baixíssimo: como estes covardes atacam as minas!

Tentaram intimidar mais uma vez outra mina na Cinelândia, desta vez em ataque ‘lagartão’ mas reagrupamos e combatemos bravamente: MEPR, CAB e PCB que tiveram uma postura mais dignificante eu diria.

Os demais sectores que vão ao combate perna tremendo (PT, PSTU, PCdoB e CUT) fizeram mais do mesmo com suas bandeiras despolitizadas até o cabo (meia bomba, frouxo e fino), seguiram recuados nos enfrentamentos e defesa do corpo do ato, sem sangue nas veias, como qualquer um podia observar, e nem sequer para mediar conflitos, (bom para todos não é? ) estes tiveram o valor de o fazer, imoralmente seguiram fazendo campanha eleitoral na maior das sem vergonhices em palanques com microfone.

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Foi bom o ato e serão muitos mais, reagrupar é preciso.
Que o povo sem medo perca o medo é uma esperança ingênua?

IR AO COMBATE SEM TEMER
OUSAR LUTAR OUSAR VENCER!

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