[Nicarágua] Chega a 25 o número de pessoas assassinadas nos protestos contra a reforma da previdência

O governo de Daniel Ortega, pressionado por milhares de pessoas nas ruas de Managua e outras cidades contra a reforma da previdência, ordenou a repressão que resultou em pelo menos 25 mortos e 43 desaparecidos

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Segundo a lista divulgada pelo Centro de Direitos de Humanos da Nicarágua – CINEDH e Iniciativa Nicaraguense Defensoras, já chega a 25 o número de mortos em decorrência dos ataques da polícia e exército contra manifestantes nas ruas do país. A lista aponta ainda que 43 pessoas estão desaparecidas, decorrente da forte repressão do governo, para garantir a votação de mais esse retrocesso contra os direitos do povo.

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Diversas escolas tiveram aulas suspensas, universidades foram ocupadas pelos estudantes, e impulsionadas pela internet e cobertura da imprensa independente, rapidamente milhares de pessoas saíram em levantamento pelas ruas contra as medidas.

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Assim como no Brasil, o lobby do capital transnacional vai comandando reformas que representam flexibilizações e retrocessos nas garantias legais para os trabalhadores da Nicarágua, que deixa evidente a agenda continental de ataque aos direitos ao povo.

Corajosamente, a juventude do país e diversos movimentos sociais do campo e da cidade, saíram à luta e não recuaram frente ao ataque das forças de repressão do governo. Montando barricadas em avenidas e estradas de diversas cidades.

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O saldo de mortos, feridos, desaparecidos e abusados sexualmente pela polícia militar e exército, além das ameaças e censura à imprensa, provam que as democracias representativas falidas, de fato declararam guerra contra seu próprio povo para garantir a votação de leis e reformas que favorecem diretamente o interesse das mega-corporações transnacionais e precarizam ainda mais a vida da população.

Quatro emissoras de televisão independentes foram tiradas do ar aos transmitirem imagens dos protestos na quinta-feira, e duas permaneceram bloqueadas nesta sexta-feira. A associação de escritores Pen afirmou que ao menos 11 jornalistas foram atacados ao cobrirem as manifestações.

O exemplo de resistência dos movimentos nicaraguenses servem de inspiração para a luta popular em todo continente, e de unificação das bandeiras de luta contra o capital transnacional, que nunca sacia a sua fome de sugar recursos naturais de nossos países e explorar a classe trabalhadora.

Nos comprometemos a repercutir e denunciar esse massacre contra o povo, que brutalmente vitimou dezenas de pessoas que lutam por dignidade e justiça social.

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