Jovem é assassinado por interventores do exército na zona oeste do Rio

Na noite de sábado, dia 12 de maio, véspera do dia das mães, o jovem camelô Diego Augusto Ferreira, de 25 anos, andava de moto sem capacete a menos de um quilômetro de sua casa, no bairro de Magalhães Bastos, zona oeste do Rio. Ao passar por uma barreira montada por soldados do exército, o jovem que tinha problemas de audição, não ouviu a ordem dos militares para parar e foi atingido por um disparo de fuzil no pescoço. Ele morreu no local antes mesmo de chegar ao hospital.

O rapaz morava com os avós e teria saído de casa com uma moto emprestada de um vizinho para comprar óleo para o carro do avô. Como prevê a nova lei aprovada pelo gerenciamento Temer, o caso será investigado em um Inquérito Policial Militar (IPM), e não pela polícia civil, como acontece com os crimes praticados por policiais militares. Desde a publicação da lei 13.491 no diário oficial em outubro de 2017, o tratamento especial para crimes cometidos por soldados das forças armadas tem sido um empecilho para a elucidação de crimes como o que vitimou o jovem Diego.

Eu te pergunto: qual a necessidade de dar um tiro no pescoço e não na moto? Diego era um rapaz trabalhador, vendia bolsas na Uruguaiana. Aquele menino não escutava direito, a moto ainda era barulhenta, ainda tem o barulho de trânsito do lugar, mas preferiram atirar e mataram meu neto. Passei muito mal quando vieram avisando que ele estava caído no chão lá. Entrei em pânico. Não tive nem coragem de chegar perto. Está todo mundo revoltado aqui — diz a avó do rapaz, a aposentada Vera Lúcia Marcelino, de 67 anos.

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pt_BRPT_BR
es_MXES pt_BRPT_BR