Ultima audiência dos sindicatos de saúde com a prefeitura do Rio

Hoje será realizada a última audiência de uma série de cinco, em  que a prefeitura questionava a legalidade da greve dos profissionais de saúde

Em um ato covarde, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Ministério Público moveram um processo na Justiça do Trabalho contra os sindicatos dos profissionais de saúde – que trabalham para as OSs – que administram as Clínicas da Família e demais aparelhos de saúde pública.

Os profissionais que enfrentaram duros atrasos de salário, falta de medicamentos, assédios laborais, falta de energia e condições básicas de trabalho, decretaram greve em meados de outubro / novembro de 2017. Fizeram conscientização com os usuários da saúde pública nas unidades e com a população nos atos e protestos. E muitas vezes sofreram com o braço armado a dura violência das bombas, balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Uma denúncia muito contundente levantada pelos trabalhadores da saúde em defesa do povo grevistas, é que o bispo-prefeito Marcelo Crivella estaria comprometido em promover a falência dos serviços públicos, já que seria interessado direto na ascensão dos planos de saúde privados populares. A própria Igreja Universal do Reino de Deus possui um plano privado chamado Life. E esse fato levanta fortes suspeitas de governar em favor da igreja e da burguesia da cidade, que obviamente é o que se vê na gestão desastrosa do prefeito.

“O que está em curso é o desmonte da saúde pública, através do sucateamento das unidades e precarização das condições de trabalho e acesso à saúde, em favorecimento de planos de saúde populares. Além disso a Secretaria Municipal de Saúde anunciou um novo programa de gestão que vai resultar em demissão em massa de médicos e enfermeiros, porque vai remanejar profissionais que já trabalham em outras unidades”.

Disse uma integrante do Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo consultada por nossa reportagem.

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Na audiência de hoje no Tribunal Regional do Trabalho, a prefeitura é obrigada a informar um cronograma de quitação dos salários atrasados com observação do Ministério Público, pagamento dos direitos trabalhistas (férias, 13o, indenizações, etc), cronograma dos repasses para as OSs, quitação dos contratos de gestão com as organizações e reparos estruturais nas unidades.

Caso não cumpra a exigência da desembargadora Rosana Salim, as contas da prefeitura podem ser congeladas afim de serem ajuizadas para quitação e cumprimento dos direitos dos profissionais e usuários da saúde pública do Rio de Janeiro.

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