Justiça para Andreu: Pelo Fim das Mortes Silenciosas no DEGASE

No dia 1° de janeiro de 2008 Andreu Luiz Carvalho foi espancado e torturado por 6 agentes do Sistema Sócio Educativo (Degase CTR), desde estão Deize Carvalho deu início a uma luta árdua contra o Estado  por Justiça para seu filho

Andreu teve: traumatismo craniano, hemorragia das meninges, perfurações pelo corpo, afundamento de crânio, descolamento da retina dos olhos e tantas outras práticas de tortura que causaram lesões que ele NÃO resistiu e veio a óbito. A versão preliminar foi que Andreu tentou fugir e caiu de um muro de 3 metros. 

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Charge feita por Latuff em 2009 mostra a sessão de tortura brutal que sofreu Andreu no DEGASE

Ao ver o estado do corpo de seu filho Deize Carvalho foi as ruas para pedir justiça, e desde então o caso se encontra na 4ª vara Criminal do Estado do Rio de Janeiro e por 10 anos essa luta vem se arrastando. Os agentes causadores no início da investigação pela 37ª DP ficaram afastado por 30 dias, e após isso voltaram as suas atividades trabalhando normalmente com adolescentes PRESOS e NÃO apreendidos como diz a nossa Constituição.

Infelizmente há 10 anos esse governo fascista vem cooperando para que oorram outras mortes dentro do Degase. Após a morte de seu filho Deize Carvalho continua denunciando, as práticas de torturas que vem acontecendo como se fosse algo normal para essa sociedade que age com demagogias.

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“Essas correntes que eu to usando representam a escravidão que não acabou. A chibata hoje é o fuzil do policial. Pelo Fim das Mortes Silenciosas convido a todos para juntos dizer: Os Mortos Tem Voz!Deize Carvalho.

Se Andreu cometeu um ato infracional ele deveria cumprir de acordo com as leis penais e NÃO levar golpes de cadeiras, mesas, barra de ferro, sofrer asfixia com sabão em pó, chutes e outras barbaridades cometidas pelos 6 agentes sócio educadores.

20180319_054447-2Mães de vítimas do estado prestaram solidariedade à luta de Deize por justiça

Mães de jovens mortos pela polícia em Manguinhos, Chapadão, Borel e Costa Barros prestaram solidariedade à Deize Carvalho em sua luta por justiça.

Glaucia Santos, mãe de Fabrício assassinado no Chapadão em 2013 também esteve presente
Glaucia Santos, mãe de Fabrício assassinado no Chapadão em 2013 também esteve presente

“A polícia faz o que quer por que esse estado burguês dá carta branca pra matar. Essa sociedade burguesa hipócrita que fecha com o estado apoia o assassinato dos nossos filhos. Essa sociedade aqui no seu lugar de conforto, quando morre um jovem na favela diz que é aprendiz de bandido, mas quando uma mãe vai pra rua queimar ônibus eles dizem: vândalos”. Gláucia dos Santos – Mãe de Fabrício assassinado em 2013 no Chapadão.

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