Comunicadoras independentes da América Latina enviam apoio às favelas do Rio

Comunicadoras da mídia independente latino americana elaboraram um comunicado de apoio às defensoras de direitos humanos do Rio de Janeiro e denunciando a morte de Marielle Franco

MULHERES DE MEIOS LIVRES DA AMÉRICA LATINA DENUNCIAMOS A PERSEGUIÇÃO AS/AOS ATIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS NAS FAVELAS E O PLANO DE GENOCÍDIO DO POVO NEGRO.
No dia 14 de março de 2018 acordamos com a notícia de que Marielle Franco, vereadora do PSOL no Rio de Janeiro foi assassinada junto a Anderson Pedro Gomes no caminho de volta para sua casa. Dias depois, as perícias balísticas determinaram que as balas com as quais foi executada pertenciam a um lote comprado em 2006 pela Polícia Federal. Marielle, mulher, negra, lésbica, feminista e favelada vinha denunciando de maneira constante a violencia e os assassinatos desatados pela intervenção militar nas favelas do Rio, em especial as práticas de extermínio levadas a cabo na favela do Acarí pelo 41º Batalhão da Polícia Militar, considerado o mais letal da cidade.
Assim como ela, integrantes do Coletivo Fala Akari vem sofrendo ameaças e perseguições por denunciar os abusos que a polícia (principalmente do 41º Batalhão) exerce cotidianamente sobre os habitantes de Acarí.
Algumas companheiras e companheiros tiveram que abandonar suas casas na comunidade, porque suas vidas estavam em risco e porque reconhecem, no assassinato de Marielle Franco, uma clara mensagem para todas aquelas e aqueles que ousam levantar suas vozes.  Ainda assim e apesar dos riscos, as companheiras e companheiros decidiram não se calar e continuar.
16 de março, dois dias após o assassinato de Marielle, uma operação da Polícia Militar na favela do Complexo do Alemão (dessas que se tornaram cotidianas nas favelas de 10 anos para cá) deixou como saldo três mortos e varias e vários feridos. Entre os afetados estava um bebê de dois anos, Benjamín, que foi atingido por uma bala enquanto estava no seu carrinho de bebê, uma mulher de idade e um hombre. Assim como no caso de Marielle, nos perguntamos:
“Quantos mais devem morrer para que isso acabe?”
Como comunicadoras, realizadoras audiovisuais e radialistas de meios livres de todo o território latino americano, conhecemos muito bem por nossa historia compartilhada o que são os crimes de Estado contra as que denunciamos a violência, contra as que fazemos frente ao aniquilamento sistemático das nossas diversas formas de vida.
Por essa razão, alçamos nossas vozes para:
  • Enviar todo o nosso apoio e solidariedade as nossas companheiras do Coletivo Fala Akari, que a pesar de terem suas vidas em risco, decidiram não silenciar-se.
  • Exigir justiça para Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes: esclarecimento dos fatos e condenação dos responsáveis  materiais e intelectuais da sua execução.
  • Repudiar a ocupação policial e a intervenção militar nas favelas do Rio de Janeiro: pelo fim do genocídio do povo negro e favelado e da Polícia Militar, resquício da ditadura cívico-militar brasileira.
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En español
MUJERES DE MEDIOS LIBRES DE LATINOAMÉRICA DENUNCIAMOS LA PERSECUCIÓN A LXS ACTIVISTAS DE DERECHOS HUMANOS EN LAS FAVELAS.
MUJERES DE MEDIOS LIBRES DE LATINOAMERICA DENUNCIAMOS LA PERSECUSIÓN A LXS ACTIVISTAS DE DERECHOS HUMANOS EN LAS FAVELAS Y EL PLAN DE EXTERMINIO CONTRA EL PUEBLO NEGRO.
El 14 de marzo nos despertamos con la noticia de que Marielle Franco, concejala del PSOL en Río de Janeiro, fue asesinada junto a su chofer, Anderson Pedro Gomes, mientras se dirigía a su casa. Días después, las pericias balísticas determinaron que las balas con las que fue ejecutada son de un lote comprado en 2006 para la Policía Federal. Marielle, mujer, negra, lesbiana, feminista y favelada, había denunciado de manera constante, la violencia y muertes desatadas a raíz de la ocupación militar en las favelas de Río, en especial las prácticas de exterminio llevadas a cabo en la favela de Acarí, por el Batallón 41° de la Policía Militar, el más letal de la ciudad.
Así como ella, integrantes del Coletivo Fala Akari, entre lxs que se encuentra nuestra compañera Buba Aguiar, vienen sufriendo amenzas y hostigamientos desde hace tiempo por denunciar los abusos que el Batallón 41° ejerce día a día contra los habitantes de Acarí. Algunxs han tenido que abandonar sus hogares en la favela porque sus vidas se ven amenazadas y reconocen en el asesinato de Franco, un claro mensaje para todxs aquellxs quienes levantan la voz. Aún así y pese al riesgo, han decidido no callarse y continuar.
Días después, el 16 de marzo, una operación de la Policía Militar en la favela de Complexo de Alemao, de esas que son cotidianas desde hace asi 10 años, dejó como saldo tres muertos y varios heridos.
Entre los muertos se cuentan: un bebé de 2 años, Benjamín, que fue alcanzado por una bala mientras se encontraba en su coche; una mujer mayor y un hombre. Como Marielle, nos preguntamos “¿Cuántos más tienen que morir para que esto acabe?”
Como comunicadoras, realizadoras audiovisuales y radialistas de medios libres del todo el territorio latinoamericano, conocemos muy bien por nuestra historia común lo que son los crímenes de Estado contra quienes alzan su voz frente a la violencia y el despojo, frente al sistemático aniquilamiento de nuestras diversas formas de vida.
Por esta razón, hoy alzamos nuestra voces para:
  • Envíar todo nuestro apoyo y solidaridad a nuestras compañeras del Coletivo Fala Akari, que a pesar de que sus vidas corren peligro, eligen no callar frente al miedo.
  • Exigir justicia para Marielle Franco y Anderson Pedro Gomes: esclarecimiento de los hechos y condena a los responsables materiales e intelectuales de su ejecución.
  • Repudiar la ocupación policial y la intervención militar en las favelas de Río de Janeiro: por el fin de la Policía Militar, resquicio de la dictadura cívico-militar brasilera y del genocidio del pueblo negro y favelado.
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Aderem/Adhieren a este comunicado:
*Foto: Carlos Coutinho para Coletivo Papo Reto (Brasil)

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